8.5
Ótimo
Tech

HyperX Pulsefire Surge

Inicialmente conhecida como uma marca de headsets com preços competitivos, a HyperX expandiu o leque de produtos para atender todas as necessidades dos jogadores de PC, incluindo carregadores, teclados, mouse pads e no caso, mouse. O HyperX Pulsefire Surge chega para competir com o DeathAdder da Razer e o G502 da Logitech, que são aparelhos mais mid-range, destinado a gamers que não são profissionais, mas querem ter uma vantagem competitiva.

Como é o design?

Logo de cara é possível identificar seu maior ponto forte; o conforto. Enquanto outros mouses RGB da categoria apresentam características chamativas e até “futuristas”, o mouse se concentra no que é importante, ter um encaixe natural na mão. Seu corpo é pequeno (6,3 x 12 cm) e fino (4,1 cm), o que pode ser ruim para quem tem mãos grandes em longas sessões de uso.

O Pulsefire Surge apresenta seis botões; esquerdo e direito (obviamente), a rodinha do mouse clicável, um botão para mudar o perfil de DPI e dois botões laterais. Esses botões laterais são de baixa altura e fácil de clicar, sem exigir muita força. Sempre tive dificuldade de ativar o último botão lateral em outros mouses, por serem mais distantes e exigirem um pouco de força no centro, e aqui não tive esse problema, mesmo em situações caóticas dos jogos competitivos. É um design confortável e acessível, criando uma experiência bem natural ao toque.

E é obvio que não poderíamos deixar de citar a iluminação do gadget. Se compararmos com outras opções do mercado, a iluminação geralmente fica no centro do mouse, logo abaixo da sua palma ou na região dos cliques/rodinhas, ou seja, longe dos olhos durante sua utilização. Já o Pulsefire Surge traz faixas que contornam toda a superfície do mouse (360º), iluminando ao redor e criando uma experiência interativa e divertida, mesmo com a mão em cima.

HyperX Pulsefire Surge RGB Light

Ele vem com quais recursos?

Por padrão a iluminação vem no modo onda, no qual as cores vão passando pelo mouse até completar 360º. Mas caso você queira tirar o máximo do aparelho, você pode fazer coisas bem maneiras com o HyperX NGenuity, o programa da HyperX que controla as funções adicionais dos periféricos da HyperX. Além de mapear todas as 32 zonas de iluminação do mouse, permitindo que você escolha qual, onde e como cada cor vai aparecer, é possível redefinir botões específicos e até criar perfis personalizados para cada jogo.

Outro detalhe que muito me agradou é o botão que troca o perfil de DPI do mouse, localizado logo abaixo da rodinha. Além de mudar de cor, um indicador é mostrado no canto do seu monitor, lhe informando em que nível de DPI o seu mouse se encontra, sempre que é pressionado. Caso você queira explorar os níveis de DPIs do mouse (que vão até 16.000), é possível customizar as cores de cada nível, bem como o volume total, como mostra a screenshot logo acima.

E seu desempenho?

O HyperX Pulsefire Surge traz consigo um sensor de alta performance chamado Pixart 3389, que permite que o jogador troque o DPI de 100 até 16.000. O mouse ainda traz botões Omron que suportam até 50 milhões de cliques, garantindo que cada clicada será registrada, sem medo de clique duplo ou até mesmo nenhum. Diferente de outros modelos, o Pulsefire serve para qualquer estilo de jogo, seja ele MOBA, FPS ou até mesmo MMORPGs.

Os skates na parte inferior do mouse, que são relativamente grandes, também me agradaram, fazendo com que o Pulsefire deslizasse por toda a superfície. Como jogador de Overwatch que está sempre olhando para trás, conferindo se os healers estão OK, saber que o mouse vira 180º sem problemas é um grande benefício.

Em geral o HyperX Pulsefire Surge se mostrou um ótimo aparelho, bastante confortável e com botões leves, precisos e de rápida resposta. Seu preço também é bem competitivo (por volta de R$ 280), pois se olharmos seu maior concorrente, o Razer DeathAdder Chroma (aproximadamente R$ 307), o Pulsefire sai na frente em valor, iluminação RGB e DPI máximo.

8.5
Ótimo

HyperX Pulsefire Surge

Pros

  • Confortável
  • RGB 360º personalizável

Cons

  • Poderia ser um pouco maior
Popularmente conhecido como Koala, Guilherme tem 29 anos, trabalha com redes sociais, adora games e acha muito estranho se descrever na terceira pessoa.
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