8.5
Ótimo
Gaming

Octopath Traveler

Quando Octopath Traveler foi anunciado, houve uma enorme comoção entre os fãs pela possibilidade de jogar um JRPG de qualidade nos moldes dos antigos Final Fantasy, mas em plataformas atuais. A cada screenshot compartilhada ou trailer anunciado, uma nova alegria e uma moeda a mais no cofrinho. Mas de repente veio a realização; o jogo era exclusivo de Nintendo Switch. Após o momento de negação, vem a aceitação de que só jogaria daqui muito tempo. Até que do mais absoluto nada, poucas dias antes da E3, a Square Enix anuncia o port para PC com todas as funcionalidades adaptadas, um verdadeiro presente de natal antecipado. Agora só faltava saber, será que é bom mesmo?

Assim como o nome propõe, Octopath Traveler conta a história de oito personagens diferentes, cada um com suas próprias características e objetivos a longo prazo. Ao longo da aventura, a narrativa se aprofunda e mostra que a história individual de cada um está interligada a outras. Isso acaba criando laços e mostrando que aquele grupo de estranhos, na verdade, estavam destinados a se encontrar.

O game permite que o jogador escolha qual personagem será o principal (e fixo) entre 8 possibilidades, ditando o ritmo das batalhas. Como sou um jogador de suporte, sempre priorizo habilidades de cura, tornando Ophilia (equivalente a White Mage) a minha escolha. Isso fez com que até as batalhas mais difíceis, com monstros muitos mais fortes, ficassem tranquilas devido a minha alta capacidade de cura.

Porém rapidamente o jogo traz à tona uma grande falha; a repetição. Assim que seu protagonista é escolhido, inicia-se a grande jornada pelo mundo em busca de novos companheiros. Quando chegamos em uma cidade, encontramos um personagem novo se lamentando, em busca de ajuda. Após aceitarmos, voltamos no tempo e aprendemos como ele chegou naquela situação, quem é o vilão e a solução. Só que essa formula se repete para todas as quests de enredo, não apenas para encontrar novos recrutas, mas até para avançar na história pessoal de cada um. É sempre a mesma fórmula; entrar na cidade, entender o problema, ir até a dungeon, matar o boss e só. Após concluir, basta avançar uns dois mapas para chegar em uma nova cidade e repetir o processo.

Por sorte o jogo traz um sistema de combate incrível, que ameniza esses problemas ou pelo menos ajuda a desviar o olhar. As ações são feitas por turno, em ordem de acordo com a velocidade de cada personagem, exibida ao topo. Cada adversário traz uma barra inferior que mostra a sua defesa e seus pontos fracos. Então se um monstro tem 3 de defesa e fraqueza contra espada, basta atacá-lo com espada 3 vezes para quebrá-lo, fazendo-o perder a vez e receber mais dano. Além disso, a cada turno os personagens ganham 1 Battle Point (BP) que permite aumentar o número de ataques ou amplificar uma habilidade. Somado ao grande volume de personagens e ataques especiais, Octopath Traveler permite criar estratégias incríveis e combos destruidores, tornando-se um dos melhores sistemas de combate de JRPG do ano.

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Além de magias especiais em combate, cada personagem traz uma características usável dentro das cidades que aprofunda ainda mais as interações e permite realizar algumas quests secundárias de forma interessante. Tressa, a Mercadora, pode comprar itens de outros NPCs com desconto. Já Therion, o Ladrão, pode roubar esses mesmos itens. Olberic, o Cavaleiro, pode desafiar o NPC para um duelo e iniciar uma batalha mano a mano (que lhe rende EXP e tudo). Isso permite que o jogador tenha interações criativas para das quests secundárias, fazendo com que a solução do problema seja apenas a utilização de uma habilidade. Um caso bacana, por exemplo, era um bandido que extorquia um velhinho mercador até que ao ser desafiado, e apanhar feio, desiste dessa vida e foge para longe.

O jogo também traz um sistema de classes (jobs) que permite que os personagens troquem de classe e continuem a aprender habilidades ativas e passivas, para maximizar o potencial de cada um. Embora seja possível concluir o jogo sem precisar fazer isso, é uma mecânica bacana para quem quer completar o máximo do jogo e criar o maior dano possível.

A direção de arte do jogo também merece destaque, por simular um ambiente 3D em um universo 2D (ou seria o contrário?) com muito sucesso. Com foco no centro da tela, todo o redor fica escuro e embaçado, criando uma sensação de profundidade e proximidade com o personagem. Embora pixel art esteja um pouco saturado no mercado, a caracterização dos personagens ficou incrível e bastante detalhada.

8.5
Ótimo

Octopath Traveler

Octopath Traveler traz uma arte espetacular, combate incrível e uma jogabilidade divertida. Uma pena que o mesmo não pode ser dito da história; entediante e repetitiva.

Pros

  • Excelente combate
  • Diferentes interações com NPC

Cons

  • Extremamente repetitivo
Popularmente conhecido como Koala, Guilherme tem 29 anos, trabalha com redes sociais, adora games e acha muito estranho se descrever na terceira pessoa.
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